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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tranqüilidade.


  Querer bem a alguém não é tarefa difícil, na verdade quanto mais se gosta de alguém mais natural se torna o gostar. Desejar passar o resto da sua vida com essa pessoa já é bem diferente, não tem nada a ver com paixão, pressa ou destino, é algo mais parecido com uma serenidade. Um sentimento pacífico que lembra muito uma certeza, mas é bem mais solene, ele se contenta mais facilmente, ele entende que existem as dificuldades e todo o resto. Essa é a paz que devemos buscar, sabendo que seremos um só, mas não seremos iguais, para isso é necessário ter o conhecimento dessas diferenças que no começo podem ser simples e que depois podem se tornar impossíveis de se lidar, não sem compreensão, amor e paciência.
  A tranqüilidade que devemos buscar é a precaução que vai impedir que seja tarde de mais, tanto para o bem quanto para o mal. Não devemos achar que podemos ser como santos, mas precisamos aprender a lidar com nossos demônios e os demônios do próximo, carregando um ao outro pela estrada conturbada da vida que nos apunhala diariamente, dividindo a alegria e também as dores, dessa forma suportando as influencias caóticas e buscando no outro aquilo que nos falta para entender a nós mesmos, a vida e os seus desígnios.

Por: Rubem de Souza Almeida Neto.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Contemplação do Tempo.


  Quando estamos presos numa encruzilhada de sentimentos e precisamos de paciência para entender o caminho que vamos trilhar nós costumamos olhar para trás, tentando encontrar respostas nas nossas experiências antigas. Quando olho para trás algo me diz para não entregar meu coração, algo me diz que as cicatrizes ainda estão lá e querendo ou não vai ser difícil encarar o amor. Aprendemos de várias formas que o amor vem sem avisar e que não podemos controlar as conseqüências desse sentimento, mas, pensar em você todo dia é como encontrar sentido para respirar. Às vezes é tão difícil você conseguir tirar o seu amor do peito, é tão complicado segura-lo nas mãos, pois, mesmo desejando entregar esse amor para aquela pessoa, nós ficamos paralisados, sem saber o que fazer com ele. Somos tomados por um medo que cauteriza a alma, que nos fazem parecer como tolos assustados.
  Entendo eu que forçar o outro a amá-lo é imperdoável e nada tem a ver com o amor, mas sim com uma busca frenética para conseguir algo que se deseja, sem nem ao menos compreender a nobreza de que podemos amar o suficiente para deixar aquilo que amamos ir, pois não poderia, mesmo que por amor, aprisionar o coração de quem se ama. Sei que ao tentar possuir a todo custo esse amor, verei sua beleza indo embora. Mas se eu apenas pudesse contemplar sua beleza, mesmo que a distância, você permaneceria para sempre comigo. Poderia seu amor nunca ser meu, mas eu a teria para sempre.   


Por: Rubem de Souza A. Neto

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Finalmente.


  Finalmente as palavras deslizaram da minha mente e se fizeram som sob a resplandecência cegante dos teus olhos. Num firme momento de certeza irresoluta meus temores mais insuportáveis se dissiparam do instrumento que desprende minha voz. De coração disposto e posto sobre a mesa, abri meu peito em certeza de não herdar a solidão. Ilusão que Sorridente me despede deste objeto de um passado distante, que insistia em permanecer constante em um brado torturante de protestos.
  Finalmente, para nós o amor se faz algoz e conduz a força a dor a forca, distante do instrumento de adoração do teu protetor. Eu sei que me querem comparar, mas impune no julgamento não há, nem aquele que julga e nem o julgado estarão imunes aos feitiços da ilusão que de repente se desprende e me prende a atenção, na tua beleza presente, o incessante fogo da paixão que mil lembranças iluminam dentro do meu coração.

Por: Rubem de Souza Almeida Neto.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Conhecer.


  Se você não conseguiu me conhecer até agora dificilmente me conhecerá, pois todas as coisas pelo que passamos de alguma forma já foram suficientes para você me entender como eu entendo você. Isso tudo é tão divertido, essa ansiedade de tomar o telefone e te fazer uma ligação, apenas para ouvir sua voz, apenas para agirmos como crianças, nos divertindo um com o outro. Mas eu sei que ao desligar a vida que nós escolhemos toma novamente seu rumo e precisamos dar continuidade ao que planejamos, tentando controlar nosso tempo que não dá tempo para saudade.
  Gostaria muito que você confiasse em mim como eu confio em você, eu gostaria que você acreditasse quando digo que sinto sua falta, que desejaria estar com você. Não sei, será que você me conhece? Até porque, todos nós temos nossas manias engraçadas e nossos defeitos detestáveis, o que torna isso tudo diferente é que quando estamos juntos nós nos entendemos de uma forma que não precisam de palavras. Mas o que não precisava ser dito se transformou em certa ausência, criando um abismo entre nós e o silêncio que perdura em falar a nossa mente.


Por: Rubem de Souza Almeida Neto.