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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Contemplação do Tempo.


  Quando estamos presos numa encruzilhada de sentimentos e precisamos de paciência para entender o caminho que vamos trilhar nós costumamos olhar para trás, tentando encontrar respostas nas nossas experiências antigas. Quando olho para trás algo me diz para não entregar meu coração, algo me diz que as cicatrizes ainda estão lá e querendo ou não vai ser difícil encarar o amor. Aprendemos de várias formas que o amor vem sem avisar e que não podemos controlar as conseqüências desse sentimento, mas, pensar em você todo dia é como encontrar sentido para respirar. Às vezes é tão difícil você conseguir tirar o seu amor do peito, é tão complicado segura-lo nas mãos, pois, mesmo desejando entregar esse amor para aquela pessoa, nós ficamos paralisados, sem saber o que fazer com ele. Somos tomados por um medo que cauteriza a alma, que nos fazem parecer como tolos assustados.
  Entendo eu que forçar o outro a amá-lo é imperdoável e nada tem a ver com o amor, mas sim com uma busca frenética para conseguir algo que se deseja, sem nem ao menos compreender a nobreza de que podemos amar o suficiente para deixar aquilo que amamos ir, pois não poderia, mesmo que por amor, aprisionar o coração de quem se ama. Sei que ao tentar possuir a todo custo esse amor, verei sua beleza indo embora. Mas se eu apenas pudesse contemplar sua beleza, mesmo que a distância, você permaneceria para sempre comigo. Poderia seu amor nunca ser meu, mas eu a teria para sempre.   


Por: Rubem de Souza A. Neto

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um senhor tão bonito.

  Esconderam em mim a minha outra metade incógnita, quero você inteira e minha metade de volta. Sucumbindo ao escuro vazio o lamento não passa de um suspiro rouco e gélido, um anseio que não vê o futuro próximo e que apenas acredita, espera mais da fé que tarda em chegar. Sei que para seguir em frente devo esquecer tudo que aprendi, dessa forma, aprendendo de novo e de novo eu reciclo meu espírito. Submeto minha vontade ao senhor do tudo e do nada, o tempo que soberano em sua vontade permite que tudo se crie e se extinga, mesmo que isso nunca tenha existido. Fosse em mim ou em você, apenas a necessidade suporta o acreditar e o criar, sendo imaginado na mente ou no coração, não importado se é verdade ou mentira, sim ou não.

Por: Rubem de Souza Almeida Neto.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mente sobre a Matéria.

  Libertar a mente da prisão material que nos sujeitamos nos caminhos mundanos não é tarefa fácil, na verdade é uma luta árdua e diária, uma das provações que mais provoca aflição aos estudantes marciais. É comum nos dias de hoje nos sentirmos fracos e incapazes diante de novos obstáculos, estamos com a mente tão centrada ao óbvio que quando nos deparamos com uma nova tarefa simplesmente nos sentimos incapazes, perdidos. Nós inconscientemente nos acostumamos, limitamos o nosso pensar, sem nunca querer ir um pouco mais além, o medo de errar ainda assusta e preocupa. É preciso libertar a mente de todos esses pensamentos e deixá-la vazia, preparada para receber as energias do universo, dessa forma conseguimos atingir o nível de desapego necessário para desenvolver nossas habilidades tanto marciais quanto as sociais.
  A maior das lutas já iniciou se quando demos os nossos primeiros passos, quando começamos a desejar e percebemos que nem tudo que queríamos nos seria dado, não sem dedicação e merecimento. Perseverar sobre sua própria mente e espírito é deixar ir aquilo que nos limita e enfraquece, essas poeiras em nós devem ser removidas de forma paciente e bem resolvida para que não retornem na forma de frustração, ódio ou medo. Humildade e sabedoria devem caminhar juntas nas etapas de aprendizado, assim, acredito eu que nossa mente estará pronta para fazer inconscientemente o que outros fariam conscientes e em esforço desnecessário.

Por: Rubem de Souza A. Neto