sábado, 16 de outubro de 2010

Tá com raiva é?!

Eu tava triste, tristinho.
Mas então eu recebi um Email
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo, se você não enviar esse email para mais 10.000 pessoas 
você vai morrer!
Porque no mundo
Tem alguém que quer:
Quer que você se dane!
Quer que todo mundo se dane!
Quer que o mundo se dane,
que o mundo se dane!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar o FODA-SE ao delegado
De arrombar a porta do vizinho
E lhe partir a pia
De espancar o português
Da padaria...

Por: Rubem de Souza A. Neto

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O mestre e o Escorpião.

Um Mestre do Oriente e seus discípulos iam por uma estrada e ao passarem por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas e se afogando, o mestre correu pela margem do rio e decidiu tirá-lo da água , mas quando o fez, o escorpião picou a sua mão. 

E devido a dor, o mestre deixou-o cair novamente no rio.
Então o Mestre foi à margem, apanhou um ramo de árvore, correu, entrou no rio, pegou o escorpião e o salvou.

Voltou o Mestre e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

Mestre, deve estar doendo muito!
Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse!

Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O mestre respondeu:
" A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha natureza, que é ajudar".

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal ; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam .
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação.

Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, não é problema nosso... É problema deles...

Não podemos mudar os outros, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.

Quem é você..?


Muito bem. Eu acho que comprei essa briga, e junto com ela tudo de negativo que poderia acarretar desse conflito. Então vamos lá, falarei do assunto se é isso que o universo conspira para ser dito, então, eu direi. Quem somos nós para sermos perfeitos? Quem somos nós para achar que tudo é como achamos que é todo tempo? Na maioria das vezes é tudo tão simples, o problema está quando começa a complicar e a gente não sabe como se defender, partir pro ataque então seria a resposta? Como somos feios por dentro e nem sabemos, o pior é ver nossa feiúra refletida nas pessoas, graças ao que queremos que elas sejam. Assim sendo fazemos com que elas se transformem em nós, tratando de parecer que a verdade é realmente essa, detalhe, os nossos amigos irão acreditar em nós. Mas, isso é o importante para nós? É isso que vai diminuir a dor que carregamos em segredo por sermos fracos e acostumados a vencer sempre?
  Acredito que vai ser bem fácil rir desse texto, por muito pouco pode até parecer hipocrisia, mas quem disse que estamos o tempo todo falando dos outros? Como eu disse é nosso reflexo lá, tudo que está lá ou foi criado por nós ou influenciado pela nossa própria mácula. Não poderia então, eu, levantar a mão e me sentir salvo, muito menos vocês. Então seria mais fácil entender isso e satisfazer o nosso ego e orgulho com um pouco de desabafo momentâneo, sua droga passageira. Mas o tempo, no seu tempo, consegue vencer sozinho as barreiras destrutivas que são criadas na tentativa de subjugar  o medo, e por isso mesmo que o amanhã trata de curar as feridas de hoje, assim o que você fez de mim hoje amanhã estará renascido e diferente, numa nova perspectiva que se criará naturalmente e longe das suas palavras de desafeto e dor. É impossível reverter isso, por mais que se tente eu estarei lá e por todo caminho que se tenha início e fim os reflexos bons e maus do que fui e serei trarão as lembranças de que preciso para me tornar mais forte, por mais que se queira o contrário.
  Por isso não tente me desenhar para os outros, não se nem você consegue enxergar quem eu sou, suas mãos são imperfeitas e amanhã poderão ser postas a prova. Só precisamos ser tocados no ponto certo, um cheiro, um som, uma lágrima e aí vamos nós de novo, apontando e justificando tudo que somos. Mas os dias mudarão e o tempo, esse resolve tudo, derrubando tijolo por tijolo qualquer fortaleza construída, seja em solo fraco ou não, um dia o fim chega para todos nós. E qual será sua história para o criador? Bem, o que eu posso dizer é que estou ferrado...

Por: Rubem de Souza A. Neto

É possível reconhecer o amor?


  O que é o gostar verdadeiro? Hoje em dia estamos nos dando à chance de vivenciar esse sentimento que antes parecia surgir mais facilmente? Muito comum é se sentir atraído (a) por alguém e, de repente, quando tudo parece estar dando certo, uma dúvida aparece, um desconforto toma conta da gente. A primeira coisa que nós falamos com nós mesmos é: “Ah! Seria bem mais fácil se essa pessoa não estivesse nos dando atenção não é?!”. Muitas vezess isso pode até parecer verdade em curto prazo, agindo assim a pessoa consegue nos manter interessados por mais algum tempo, mas chega o momento que é preciso ceder e quando isso acontece mais uma vez nos encontramos na mesma situação. Várias pessoas se sentem caçadoras dessas emoções, gostam de sentir os primeiros respingos da chuva que poderia vir e, quando se sentem molhadas de verdade procuram logo um abrigo, seja o abrigo das experiências passadas ou o abrigo dos sentimentos perdidos, tudo o que queremos é que a chuva passe.
  Já ouvi muita gente me dizer que isso se chama medo, seja medo de um relacionamento ou de sentir novamente o amor. Eu, particularmente não acredito que seja medo, acredito que instintivamente nos colocamos em dúvida por já saber que aquilo que sentimos não é o bastante, não com aquela pessoa. Mas para que ninguém diga que sou pessimista eu respondo... Sim, claro que isso poderia mudar. Mas se mudasse não seria o sentimento que estou tratando aqui não é? O ser humano é muito complicado e por muitas vezes confundimos as coisas que estamos sentindo, isso é natural e humano, apesar de que algumas pessoas achem que se trata de uma brincadeira, para nós isso é sério e infelizmente não escolhe lugar ou pessoa.
  Todos nós estamos o tempo todo sendo expostos a dúvidas sobre nós mesmos, imaginem então a quantidade de dúvidas que temos sobre pessoas que não conhecemos tão bem para saber se vale a pena sem entregar por tão pouco, ainda. No meu modo de ver quando chega o momento não tem jeito, as barreiras são logo derrubadas e as dúvidas dão lugar para uma ânsia incontrolável de se querer, querer o outro. A chuva cai sem aviso e quando nos damos conta do que acontece já estamos completamente derramados do amor. Não temos tempo para sentir medo ou receio, pois já estamos imersos num conjunto de sensações que nos prendem num novo universo, libertos de qualquer amarra que nos colocaria a prova do que realmente poderíamos estar sentindo. Sendo assim não devemos ter medo de dizer não, quando sentimos que nossos corações não estão prontos, devemos reconhecer isso em nós para que possamos cobrar a mesma postura nos outros, pois muitas vezes estaremos do outro lado da moeda e mesmo sendo dura, a verdade é sempre o caminho mais difícil e o mais correto de se tomar. Ela te deixa forte por dentro e por fora, não cria arrependimentos. Também devemos estar abertos aos sons do amor, ouvidos atentos aos sinais que ele nós dá segundos antes de acontecer, nesse caso não devemos criar barreiras, pois elas não resistirão e não existirão no amor que está por vir, pois ele já estará aqui.

Por: Rubem de Souza A. Neto

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reverência aos Mestres.


  Nos últimos dias voltei a me dedicar a uma atividade que desde pequeno sempre me deu muito prazer, as artes marciais. Tive sorte de encontrar um bom mestre que ainda valoriza a arte marcial em todos os seus aspectos, tanto filosófico quanto técnico, e, conseqüentemente, mantém a tradição daquilo que aprendeu. Estranhamente, junto com tudo isso uma coisa retorna a minha mente, os meus primeiros momentos de contato nas artes marciais. Uma sensação de encontro comigo mesmo, é uma felicidade indescritível como quando retornamos para casa depois de uma longa viagem. Volta também a minha mente a lembrança da foto de Jigoro Kano na parede do meu primeiro dojo, lembro que o olhar dele, tranqüilo me fazia sempre uma espécie de provocação, sobre o que eu quero e até onde eu posso ir. Ele me observava silenciosamente e de certa forma me deixava inquieto. Na verdade nunca me senti digno de estar na presença dele e me sentia até envergonhado quando brigava na escola e entrava no tatame para cumprimentá-lo.
  Hoje, alguns anos depois de ter me afastado do caminho das artes marciais me sinto mais uma vez envergonhado pela forma como venho me tratando, abusando do meu corpo e enfraquecendo minha mente em troca de alguns prazeres passageiros do dia-a-dia. A imagem do rosto de Jigoro Kano volta a me assombrar, sei que agora não sou uma criança e que tenho consciência das minhas falhas e limitações, chegou o momento de encará-lo de volta, com o respeito e a honra que ele merece. Assim como são as artes marciais é a vida, nada é por acaso ou vem facilmente, é preciso haver esforço e dedicação. Para isso, explorar os limites da sua mente e do seu corpo são essenciais para garantir o sucesso em tudo que fazemos ou planejamos fazer.
  Venho através dessa carta agradecer aos meus mestres pela oportunidade de saber mais sobre mim, de reconhecer o valor da humildade, disciplina, do respeito e da serenidade. Essa é uma oportunidade que nem todo o praticante vem percebendo hoje em dia e acaba transformando os benefícios inerentes da sua prática em um único objetivo, a luta. Hoje em dia as artes marciais são alvo de duras críticas sobre a conduta dos seus “mal praticantes”, que ainda se trata de uma minoria dentro do nosso universo, mas que vem contribuindo de forma negativa para a divulgação das artes marciais e acabam prostituindo nossos estilos, que por sua vez se tornam mera mercadoria de consumo.

Por: Rubem de Souza A. Neto

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É tempo de mudança.


  Por que certos sentimentos que antes estimulavam nossas emoções de um dia para o outro se tornam tão superficiais? Parece-me que muitas vezes nos escondemos em armaduras confortáveis e nem percebemos que aprisionamos as coisas que têm valor real em tudo que acreditamos no íntimo. É quando percebemos que aquela garota que antes despertava nosso desejo, agora, ficou cheia de defeitos, ou quando aprendemos que conversar sobre algo interessante e se perder em boas gargalhadas pode ser mais importante do que contemplar um belo rosto durante um jantar. Na verdade, não percebemos que ainda mais importante é estar bem com você, com quem você é, e quem quer ser. Sua dedicação para essa construção diária é muito importante e, muitas vezes, o desconforto da saudade e o peso do passado pode vir a ser um elemento positivo que nos guia pelos oceanos que exploramos durante nossa jornada na Terra.
  Nossas experiências de vida não vão estar conosco para nos tornar mártires ou monstros; não devemos deixar que estas coisas sejam mais do que apenas aparentam ser, dando oportunidade para sentimentos que nos impedem de enxergar o caminho à frente, nos forçando a olhar sempre um pouco mais para trás, tentando decifrar o porquê de algo que nem sempre é simples de se entender, ou que mereça ser entendido nesse momento. Afinal, teremos um bom tempo da nossa velhice para nos dedicarmos a essas reflexões, que não passam disso, pois ainda não temos capacidade de alterar o passado.  Então é com o nosso futuro que devemos lidar. Podemos escolher sempre entre: quem podemos ser, o que queremos ser e o que os outros esperam de nós; desejar é coisa fácil, difícil é começar a caminhar e manter o estimulo por tempo suficiente para perceber que podemos correr e, até, quem sabe, voar...
  O tempo da mudança virá não como uma tempestade estrondosa ou um amor incontrolável e infalível. Mas sim, como um silêncio tenebroso e cheio de questionamentos. O tempo da mudança será o mais difícil de todos que podemos passar, pois ele virá no momento mais inoportuno, onde estaremos sozinhos com nossos pensamentos. Ele poderá durar dez segundos ou dez dias, mas será sempre carregado de noites silenciosas e conflitantes, dias sem sentido e sem idéias do que é o futuro.


Por: Rubem de Souza A. Neto

Os olhos de ninguém.