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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

The Drean Hunter.

  Dizem que tudo fica melhor quando sentimos coisas parecidas, quando vemos as mesmas sombras rabiscadas na noite. Quando encontramos alguém para culpar, mas parece que eu te desapontei, você sentiu o gosto amargo da dor e isso te fez pensar, mas não acho que vai te fazer mudar. É bom saber que não preciso que você acredite em mim, nem que me ajude a acreditar em suas mentiras, pois eu nunca fui um crente das suas palavras.  E agora, página virada, sentimentos a parte, em parte, apenas fragmentos. Eu tentei fechar os olhos, não dá pra imaginar quando essas coisas vão acontecer novamente com a gente, mais horas e horas no telefone, querendo saber, conhecer a voz do outro lado, descobrir, encontrar pedaços de mim em outros sonhos, outra cabeça. Eu reluto em acreditar que podem ser os sinais que tanto procurei, na realidade essas coisas sempre arrumam um jeito de acontecer e de uma forma ou de outra acabamos entendendo seu objetivo.
  Fico me perguntando se é cedo, ou se é mesmo o que poderia ser...Fico assim por muito tempo, pensando. Mas acho que no fim é comum sentir isso, não é tão difícil quanto é a sensação de nos forçarmos a acreditar que não se pode encontrar alguém parecido conosco, lógico que não poderia ser igual, seria loucura pensar assim. Só não entendo como podemos ficar cegos diante da realidade que breves momentos de ilusão podem nos mostrar, tocando exatamente nos sentidos certos, expondo as fraquezas e o desejo de encontrar a outra metade de nós, que vaga solta no universo infinito. Queria ser como a pedra, mas não rolar, queria controlar o destino e forçar sua mão, mas não posso. Faz parte de nossa jornada viver esses momentos e decidir se serão realmente mágicos ou apenas mais um show de ilusionistas, afinal é mais importante vivenciar a mágica ou descobrir o que está por trás do truque?

Por: Rubem de Souza A. Neto

sábado, 16 de outubro de 2010

Não vá esperar...


  Mas eu não quero esperar por algo que aconteça hoje e que talvez nunca aconteça novamente. Não quero esperar por um dia apenas, um dia para saber se deveria ou não ter esperado, afinal o que é valer a pena nessas horas? Não importa saber se magoamos ou já fomos magoados o suficiente, eu não quero saber disso e eu apenas não quero esses jogos, sem mais jogos com minha pele. É bom relembrar nossas vozes, nossas chances e nossas escolhas, é bom saber que elas sempre estiveram lá e sempre continuarão estando de um modo ou de outro, mudando, mas permanecendo iguais enquanto estiverem e tiverem que ser, por assim dizer.
  É simples, eu apenas não quero esperar por essa noite, o que fazer e até o que poderia dizer. Eu não sei se o que estou escrevendo é certo ou errado, talvez isso não exista, pode ser uma forma de escapar do tempo, mas não da sua existência. Não vou esperar para saber, apenas saberei se souber um dia, vou me movendo para frente como um exército em marcha para a guerra. Eu não estou tentando dizer que não pensar é uma forma justa de manter-se vivo e feliz talvez isso possa te manter feliz, pois segundo alguns sábios a ignorância é uma dádiva e trás felicidade, mas muitas das coisas que conseguimos não nos veio gratuitamente, elas foram conquistadas.
  Também não espero que tudo que quis dizer seja entendido, não ia ter essa pretensão, por mais tentadora que pareça ser a idéia. Liderar meus pensamentos de forma mais organizada nunca foi tarefa fácil, mas o que me conforta é sentir e relembrar cada dia da minha vida com um sentido simples, sem enganar minha consciência, tentando enxergar todos como iguais ao seu modo. Esperar para mim é algo que não conseguiria satisfazer meu espírito, que preso estaria repetindo diversas vezes a mesma coisa e contando com sorte ou forças divinas, não estou dizendo que isso não funcione algumas vezes comigo ou que eu não acredite em Deuses, mitos e lendas. Apenas acredito que se não fizer nada com minha vida e pelo meu povo de nada teria adiantado a existência de Deus e na verdade, fazer alguma coisa para mim pode ser bastante diferente do que é na realidade que você aprendeu a viver, se acostumou a ser. 

Por: Rubem de Souza A. Neto

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Caos Controlado.


Com o surgimento e a queda sucessiva de governantes e governos a linha do tempo nos mostra a necessidade do derramamento em vão do sangue de uma nação que por séculos veio acumulando repetidas ruínas. Esses fatos que continuam a surgir em determinados momentos da história do nosso país continuam a se repetir, mas inteligentemente são suprimidos pelos detentores da comunicação, que apostam pesadas quantias na duração da memória diminuta de nossa sociedade Brasileira, tornando cada vez menos úteis os ideais que são herdados de uma geração para outra, minando assim a capacidade crítica do cidadão. Não obstante, continuam a surgir através do caos indivíduos com alguma capacidade de mudança intelectual, o que não impede sem tréguas que a “caçada contra as bruxas” continue a favorecer o controle perpétuo das possíveis ameaças populares, condenando assim qualquer ato verdadeiramente revolucionário, o que veio justificando desde as origens da sociedade que a anarquia sempre termine pela ditadura.

Rubem de Souza Almeida Neto.